Viagens de avião e trombose venosa profunda: o que sabemos hoje?


Férias chegando e é época de viajar! Quem não ama viajar?

Graças a globalização, viajar se tornou mais fácil nos dias atuais. E, somente em 2015, foram 3,5 bilhões de viajantes no mundo todo.

A trombose venosa profunda foi associada a viagens longas pela primeira vez em 1950 e, desde então, é uma preocupação para companhias aéreas, médicos e passageiros.

Mas quem tem risco maior para trombose venosa profunda durante viagens?

Pacientes com risco elevado são aqueles com história de trombose venosa profunda prévia, doença neoplásica, grande cirurgia recente ou trombofilia conhecida. Outro fator de risco conhecido para trombose venosa profunda é a gestação e puerpério (os 45 dias após o parto). E pacientes gestantes e no puerpério são consideradas de risco moderado.

Além das carcterísticas do viajante, alguns comportamentos estão relacionados a risco aumentado. Assentos na janela, pacientes que dormem todo o voo ou muito ansiosos tem risco ligeiramente maior de trombose venosa profunda. Pois geralmente não se levantam durante a viagem.

Devemos lembrar que o risco de trombose venosa profunda não se resume a viagens aéreas. Atenção deve ser dada a todos os tipos de viagem: trem, ônibus, carro e avião. Pois o fato de ficarmos parados - a imobilidade - é um dos principais fatores que contribuem para a formação do trombo. E quanto mais longa a viagem, maior o risco.

Então como evitar?

Os guidelines recomendam o uso de meias de compressão para todos viajantes com risco elevado ou moderado em voos longos para evitar a formação de trombos e diminuir o inchaço das pernas. Em casos selecionados, uso de medicações anticoagulantes (que afinam o sangue) sempre prescritos pelo seu médico. Além disso, recomendamos realizar pequenos exercícios durante a viagem (estender e flexionar o tornozelo, ficar nas pontas dos pés), andar, manter-se hidratado e evitar uso de bebidas alcoólicas em excesso.

Esse texto foi baseado no artigo: Long-haul travel and venous thrombosis: What is the evidence?

Link para o texto completo:

https://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/0268355517717423

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